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A
TECNOLOGIA DOS LUBRIFICANTES
A
garantia da satisfação, por parte de um dado lubrificante é obtida
através da sua correta formulação, escolha apropriada dos
componentes e dos seus teores.
Tratando-se de um
produto de elevada complexidade tecnológica, mas que se insere num
mercado fortemente concorrencial, o formulador de lubrificantes tem
de possuir a preocupação de procurar a otimização técnico-económica,
ou seja, garantir a lubrificação ao menor custo possível para
satisfazer os clientes e ser competitivo.
Cerca de 95% da composição dos lubrificantes usados em todo o mundo
é feita pela utilização de derivados do petróleo.
O fabrico de óleos lubrificantes é constituído pela mistura ("blending")
de dois tipos de componentes (as bases e os aditivos) em proporções
indicadas pelo formulador. As bases são os constituintes, em termos
percentuais, mais importantes (entre 75% a 95%),
e constituem o suporte das propriedades mínimas dos lubrificantes.
As bases são chamadas de "minerais"
(mistura de hidrocarbonetos obtidos na refinação de petróleo bruto)
ou de "sintéticas" (obtidas por síntese de diversos compostos). Uma
parte significativa das bases sintéticas é produzida a partir de
derivados do petróleo, através de sucessivos processos de rearranjos
moleculares.
Outras matérias-primas também utilizadas no fabrico de bases
sintéticas são os óleos vegetais.
A obtenção das
bases minerais (os chamados óleos-base) é feita em refinarias a
partir do "resíduo" da destilação, à pressão atmosférica, de
petróleos brutos selecionados..
No Brasil só existe uma
companhia que refina estes produtos, a Petrobrás.
Os aditivos para lubrificantes são misturas de compostos químicos
(majoritariamente orgânicos ou organometálicos) que são misturados
com as bases afim de se conseguirem
melhorias nas suas características naturais e no seu poder
lubrificante. Para utilização como aditivos estão estudados milhares
de compostos e suas combinações. Para
facilitar a sua incorporação no "blending" de lubrificantes, os
compostos químicos utilizados são, na maior parte dos casos,
pré-diluídos em óleo-base de forma a permitir uma mistura fácil e
homogênea.
Os aditivos podem ser classificados em três grupos:
a) inibidores da deterioração do lubrificante quando em serviço, em
especial devido à ocorrência de transformações químicas
(antioxidantes, neutralizadores de ácidos,...);
b) protetores das máquinas (anticorrosivos, anti-desgaste,...);
c) melhoradores de características físicas (abaixadores do ponto de
fluidez,
anti-espumas, melhoradores do Índice de Viscosidade,...).
A pertença de um aditivo a um destes grupos não é absoluta.
Por exemplo, um aditivo antioxidante pertencerá ao grupo a) por
retardar a oxidação do lubrificante, mas não deixa de pertencer
também ao grupo b) na medida em que protege a máquina contra a
agressão de substâncias geradas pela oxidação. Existem também os
chamados aditivos multifuncionais que cumprem funções dos vários
grupos indicados.
Hoje, o essencial da complexidade tecnológica da maioria dos
lubrificantes reside no seu tipo de aditivação. A composição,
fabrico e comercialização de aditivos para lubrificantes constitui
um negócio autônomo internacionalizado e concentrado num pequeno
número de empresas internacionais, que realizam enormes
investimentos em investigação e desenvolvimento.
Os intervalos das trocas e verificações
podem variar de veículo para veículo.
Por favor, consulte o manual do seu veículo para
mais detalhes.
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INFORMAÇÕES TÉCNICAS |