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MINERAIS E SINTÉTICOS
QUAIS AS DIFERENÇAS!
A
diferença entre lubrificantes minerais e lubrificantes sintéticos
encontra-se no tipo de bases utilizadas. Vejamos, agora, alguns dos
fatores diferenciadores.
Os hidrocarbonetos, presentes no petróleo bruto e extraídos deste,
são combinações de átomos de carbono e de hidrogénio. Para
utilização como bases minerais recuperam-se as frações pesadas do
petróleo bruto onde se concentram as estruturas moleculares mais
complexas (20 a 70 átomos de carbono com pesos moleculares entre 250
e 1.000) e que podem originar milhões de diferentes arranjos
moleculares. Os arranjos moleculares dos hidrocarbonetos, além de
variarem no tamanho da cadeia, têm configurações diferentes nas
ligações entre os átomos. As cadeias moleculares podem ser
perfeitamente lineares e saturadas (n-parafinas), lineares com
ramificações e saturadas (iso-parafinas), cíclicas com ramificações
e saturadas (nafténicas ou ciclo-parafinas) e, ainda, cíclicas com
ramificações e não saturadas (aromáticos). Consideram-se como sendo
quatro os pontos críticos dos vários arranjos moleculares tendo em
conta a utilização como lubrificante: a geometria do arranjo, o
tamanho da cadeia, a polaridade e a resistência.
Os vários tipos de hidrocarbonetos (parafínicos, nafténicos e
aromáticos) têm características e propriedades muito
diferentes entre si. A
predominância de um certo tipo de hidrocarbonetos presentes num
determinado óleo-base (originado pela proveniência do petróleo
bruto), assim este é designado como parafínico ou nafténico. O caso
de bases aromáticas não se coloca, dado que as características dos
hidrocarbonetos aromáticos são inconvenientes em termos de
lubrificação. Por exemplo, os óleos base extraídos do petróleo bruto
da Pennsylvania, nos EUA (parafínico), apresentam 75% a 78% de
cadeias parafínicas, 13% a 20% de cadeias nafténicas e 4% a 10% de
cadeias aromáticas. Nos óleos base nafténicos, como por exemplo os
extraídos do petróleo bruto da Venezuela, encontramos menor
percentagem de cadeias parafínicas e maiores percentagens de cadeias
nafténicas e aromáticas. Comparando as propriedades das bases
parafínicas com as das bases nafténicas, para uma viscosidade
idêntica, verificamos que as parafínicas apresentam vantagens em
termos de maior Índice de Viscosidade, menor volatilidade e maior
resistência à oxidação, enquanto as nafténicas têm, como trunfos, um
ponto de Fulgor mais baixo, um maior poder
solvente e uma menor formação de resíduos carbonosos, sendo ainda
mais macios.
As bases são obtidas no
refino segundo determinados cortes em que se separam frações
de hidrocarbonetos diferentes nos tamanhos das cadeias moleculares.
Tendo propriedades idênticas, subsistem algumas diferenças.
As frações são mais pesadas (grupos de
hidrocarbonetos de cadeias mais longas), aumenta a viscosidade e os
resíduos carbonosos, sobe o ponto de Fulgor
e diminui a volatilidade. A escolha entre os tipos de bases minerais
e respectivas frações tem em conta a aplicação que determina as
propriedades relevantes.
Assim, para um lubrificante de motores, usam-se bases parafínicas,
tendo em conta, sobretudo, a importância do Índice de Viscosidade.
Quando se deseja
formular um lubrificante para compressores frigoríficos, a opção
recairá em bases nafténicas devido ao seu ponto de
Fulgor ser baixo. Em qualquer caso, as
frações a utilizar dentro da família de bases escolhida, dependerá
da viscosidade final pretendida (normalmente, procede-se a uma
mistura de uma base com uma viscosidade superior com outra de
viscosidade inferior).
As bases sintéticas utilizadas na formulação de lubrificantes são
diversas. As de maior consumo são as "poli-alfa-olefinas" (PAOs),
produzidas na indústria petroquímica, seguindo-se os ésteres
(obtidos na petroquímica ou a partir de óleos vegetais). As
propriedades dos lubrificantes, melhoradas pela incorporação de
bases sintéticas em vez das bases minerais, respeitam, sobretudo, a
Índices de Viscosidade mais elevados, pontos de
Fulgor mais baixos, maior resistência à oxidação e menor
volatilidade.
Quando se pretende um lubrificante
biodegradável recorre-se à incorporação de ésteres.
Para lubrificantes não inflamáveis utilizam-se fosfato-esteres.
Os intervalos das trocas e verificações
podem variar de veículo para veículo.
Por favor, consulte o manual do seu veículo para
mais detalhes.
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